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Pescadores e marisqueiras do Subúrbio ainda têm problemas devido ao óleo nas praias

Segundo a associação da categoria, pelo menos dois mil trabalhadores têm dificuldades financeiras por não conseguirem vender os pescados

[Pescadores e marisqueiras do Subúrbio ainda têm problemas devido ao óleo nas praias]
Foto : Divulgação

Por Juliana Rodrigues no dia 03 de Dezembro de 2019 ⋅ 13:00

Três meses após o início da chegada das manchas de óleo ao Nordeste, os pescadores e marisqueiras do Subúrbio Ferroviário de Salvador se queixam dos prejuízos causados pela substância, mesmo após a Marinha do Brasil ter informado que a situação foi estabilizada.

Segundo a Associação de Pescadores e Marisqueiras de Plataforma (Apress), mesmo com a ausência de manchas de óleo nas praias da região, pelo menos dois mil pescadores e marisqueiras cadastrados pela Bahia Pesca têm seus produtos rejeitados pelos consumidores e vivem na incerteza de que forma vão cobrir suas despesas mensais. A categoria reclama da falta de apoio dos governos municipal, estadual e federal e diz que não foi procurada por nenhum representante do Poder Público.

De acordo com a presidente da Apress, Rosa Virgínia Medeiros, a entidade vem procurando solução para suprir as necessidades financeiras da categoria. Uma das alternativas seria a liberação do seguro-defeso do pescador artesanal, benefício previdenciário concedido pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) para situações emergenciais, que corresponde ao valor de um salário mínimo (R$ 998).

“Os pescadores e marisqueiras estão desesperados porque a dificuldade é diária. Eles vivem tradicionalmente do pescado. Alguns já estão recorrendo a agiotas, outros estão sendo obrigados a fechar as bancas porque não têm dinheiro para movimentar”, desabafa.

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