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Coronavírus: Secretário diz que há esforço para localizar quem esteve com casos suspeitos na BA

Boletim divulgado hoje apontou que a Bahia já teve 17 casos suspeitos e que oito seguem sob análise em Feira de Santana, Itabuna e Salvador

[Coronavírus: Secretário diz que há esforço para localizar quem esteve com casos suspeitos na BA]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 28 de Fevereiro de 2020 ⋅ 12:58

O secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas Boas, afirmou, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã de hoje (28), que as equipes da pasta tem acompanhado quem entrou em contato com os pacientes que tiveram suspeita de coronavírus na Bahia.

Boletim divulgado hoje apontou que a Bahia já teve 17 casos suspeitos e que oito seguem sob análise em Feira de Santana, Itabuna e Salvador. Os demais foram descartados.

“Na Bahia, temos um esforço hercúleo para estar em contato com todas as pessoas que tiveram contato com os casos que, até então, podem ser infecção pelo coronavírus. Vamos às casas das pessoas, entrevistamos, coletamos saliva para fazer o exame e faremos isso, enquanto for possível. A partir do momento que sair do controle, vai começar a ‘pipocar’, no Brasil inteiro, casos espontâneos, porque apesar de fazermos esse esforço, não conseguimos ter 100% de certza de que todas as pessoas que tiveram contato com aquela pessoa estão livres”, comentou.

Para o titular da Sesab, o único caso confirmado no país, em São Paulo, apresentou um “erro” porque não foi feito um acompanhamento adequado das pessoas que entraram em contato com o paciente. 

“O caso de São Paulo, do (Hospital Israelita Albert) Einstein, eu considero um erro. Ele (paciente) foi ao Einsten, teve confirmação da infecção por coronavírus. Ele estava bem e mandaram para casa. Ele foi e pegou um Uber e ninguém foi atrás do motorista do Uber. Está difícil conter, definitivamente, essa transmissão interna no país. É importante adiarmos ao máximo, porque quando mais longe essa transmissão começar, mais próximos estaremos da próxima vacina da gripe e menos pessoas vão morrer”, disse. 

O secretário ressaltou o risco do que chamou de uma “infodemia”, que seria uma epidemia de informação, com notícias falsas que circulam na internet sobre a doença. Ele ainda destacou a importância de adotar hábitos de higiene das mãos e diminuir os contatos mais próximos. Fábio frisou também que o coronavírus é menos letal do que o H1N1, que integra o grupo dos vírus influenza tipo A.

“Esse vírus é de gripe, é comum, É menos letal do que o H1N1, que matou várias pessoas há anos e continua matando e as pessoas não tomam as vacinas. Vamos tirar do inconsciente coletivo esse medo de que se pegou o coronavírus vai morrer. A pessoa vai pegar o vírus, vai ter uma gripe, vai ficar mal e vai se recuperar. Entre 90% a 95% dos casos vão evoluir dessa forma e não precisa desse pânico. Então vamos tranquilizar a população em relação a isso e adotar medidas que devem ser levadas em conta nos momentos que vivemos”, alertou.

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