Economia

Mara Luquet avalia segundo semestre difícil na economia do país: 'Tudo vai seguir muito devagar'

Jornalista e economista, ela avaliou que grande parte das famílias vai se endividar: "A saída disso é o crédito"

[Mara Luquet avalia segundo semestre difícil na economia do país: 'Tudo vai seguir muito devagar']
Foto : Divulgação

Por Matheus Simoni e Lara Curcino no dia 31 de Julho de 2020 ⋅ 09:40

A jornalista e economista Mara Luquet, apresentadora do canal MyNews, comentou o processo de retomada da economia no país em meio à pandemia de coronavírus. Em entrevista a Mário Kertész hoje (31), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ela afirmou que a queda do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos já era esperada em todo mundo, inclusive no Brasil. A previsão de economistas converge, segundo Luquet, numa recessão no rastro da pandemia.

"Agora as expectativas são de como se dará a retomada. Algumas certezas a gente tem: a saída se dará por meio do crédito, pras pequenas empresas, pras famílias. O principal ponto é o emprego. Esse segundo semestre no Brasil é esperado para ser bem difícil. Pesquisas mostram que metade das empresas que precisaram fechar na quarentena não vão conseguir reabrir", afirmou a comunicadora.

Ainda de acordo com Mara Luquet, muitos empresários, trabalhadores e até mesmo consumidores vão ter que se reinventar. "Você viu alguns setores que se saíram muito bem nessa pandemia, principalmente o e-commerce. Tudo que a gente esperava viver de avanço tecnológico nos próximos cinco anos, estamos vivendo em cinco meses. Você vê um monte de gente já pensando que tem que digitalizar o próprio negócio, não importa o tamanho dele", afirmou a jornalista.

Na avaliação dela, o endividamento é um destino cada vez mais próximo da realidade das famílias brasileiras. No entanto, é por meio do crédito que a situação vai se reverter. "Você vai precisar se endividar, e não tenha medo disso, mas procure informação para se endividar da forma correta. Olhe as cooperativas de crédito, que têm custos bem mais baixos e são mais ágeis, olhe as linhas disponíveis com carência para as empresas que são também mais baratas. O mundo tem falando disso, outras economias, outros países, que a saída disso é o crédito", declarou.

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