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Testes de coronavírus do Bahia são investigados por suspeita de fraude; clube suspende pagamento

Exames adquiridos pelo clube através de laboratório foram processados no Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen), gerido pelo governo estadual

[Testes de coronavírus do Bahia são investigados por suspeita de fraude; clube suspende pagamento]
Foto : Divulgação/ECB

Por Matheus Simoni no dia 31 de Julho de 2020 ⋅ 16:58


Testes de coronavírus feitos pelo elenco do Bahia estão sob investigação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) após suspeita de fraude envolvendo um laboratório particular. Os dispositivos de testagem foram contratados pelo clube junto ao laboratório Nossa Senhora de Fátima, que presta serviços para o Instituto 2 de Julho, organização social que gere uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no bairro de Roma, em Salvador, contratada pela prefeitura da capital baiana.

Ao invés de serem processados por um laboratório privado com sede em Minas Gerais, os testes tiveram fase de processo no Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen), gerido pelo governo estadual e que não presta serviços a laboratórios de análises clínicas privados.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, após coletar as amostras, o laboratório registrou os exames dos jogadores do Bahia como se tivessem sido feitos na UPA de Salvador. Com isso, eles foram encaminhados para o laboratório público. De acordo com o sócio do Nossa Senhora de Fátima, Felipe Siqueira, houve um erro de um funcionário. “Em 30 anos de atuação no mercado, nunca tivemos um problema como esse. Não ganhei nada com isso, só dor de cabeça”, afirmou Siqueira à Folha.

Ao todo, o clube empenhou R$ 6,3 mil para contratação do laboratório, mas o pagamento foi suspenso após a descoberta. "A PGE foi demandada pela Sesab a proceder à análise, diagnóstico e providências acerca dos fatos envolvendo o encaminhamento de material para exames laboratoriais, como se oriundos de uma unidade do SUS, quando, na realidade, procediam de empresa privada. A defesa do interesse público reclama duas linhas de atuação, as saber: o ressarcimento ao Erário e a responsabilização de quem, porventura, tenha agido em desconformidade com a lei. Os fatos estão sob apuração, mas, até aqui, tudo o que se levantou indica que o Estado foi vítima de um grupo mal intencionado, do qual não integra nenhum servidor público", disse o assessor especial da PGE, procurador Ruy Sérgio Deiró da Paixão, em entrevista ao site Bahia Notícias.

Em nota enviada à imprensa, o Instituto 2 de Julho informou que rompeu o contrato que tinha com o laboratório. "Nossa organização social terceiriza os serviços do laboratório Nossa Senhora de Fátima, empresa que também foi contratada para prestar serviços privados ao clube de futebol. Lamentavelmente, ela fez uso ilícito de senha compartilhada do Instituto 2 de Julho”, disse a organização social.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente do clube, Guilherme Bellintani, lamentou o episódio e criticou o laboratório. “É lastimável que algumas pessoas insistam em tirar vantagens em um momento como este do país”, disse. O Metro1 tentou contato com o dirigente e com o clube desde a manhã de hoje para comentar mais sobre o assunto, mas até a publicação desta matéria não teve retorno.

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